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CristianLourenço

Tráfego pago · 5 min de leitura

Tráfego orgânico: o que é, como fazer e como somar com o pago

Tráfego orgânico é o público que chega sem anúncio. Como fazer tráfego orgânico e por que ele soma com o tráfego pago em vez de competir com ele.

Por Cristian Lourenço ·

Tráfego orgânico é o público que chega até você sem anúncio pago: pelo conteúdo que você posta nas redes sociais, pelo vídeo que alguém encontra no YouTube ou pelo artigo que aparece numa busca do Google. Você não paga pelo alcance, você conquista ele com conteúdo de valor publicado com frequência.

A pergunta que eu mais escuto é qual é melhor, tráfego pago ou orgânico. E a resposta é que essa disputa não existe. Na estrutura que eu monto, um soma com o outro. Vou te explicar como.

Tráfego pago e orgânico: qual a diferença?

A diferença está em como você consegue o alcance.

  • Tráfego pago: você paga a plataforma pra mostrar o seu vídeo ou imagem no patrocinado. O alcance vem rápido e você controla o orçamento, o público e o objetivo.
  • Tráfego orgânico: você cria vídeo, post, carrossel, artigo, e o alcance vem da própria plataforma distribuindo o que você publicou. Não tem custo de mídia, mas tem custo de tempo e de constância.

O pago é mais previsível. Você coloca verba, acompanha o custo por resultado e sabe quanto está pagando por cada venda. O orgânico é mais lento, mas constrói uma coisa que o anúncio sozinho não constrói: credibilidade e marca pessoal.

Por que o tráfego orgânico existe numa estrutura de vendas?

Quando eu desenho a estrutura de um infoproduto, eu respondo três perguntas pra cada bloco: o que é, por que ele existe e o que acontece se ele não existir.

Pro tráfego orgânico, fica assim:

  • O que é: conteúdo de valor criado de forma constante pra uma ou mais redes sociais.
  • Por que existe: pra trazer mais gente nova pro perfil, fortalecer a marca pessoal e dar credibilidade. Assim a estrutura não depende só do tráfego pago.
  • O que acontece se não existir: menos alcance, menos credibilidade, menos gente chegando. E, no fim, menos vendas.

Repara que ele não aparece como substituto do pago. Ele aparece como reforço. A pessoa vê o anúncio, entra no perfil pra conferir quem está vendendo e encontra conteúdo, depoimento, rosto. Isso pesa na decisão.

Tráfego orgânico como fazer na prática?

Não tem segredo, mas tem disciplina. O que eu considero essencial:

1. Escolha o canal principal

Não tenta estar em todo lugar no começo. Na maioria dos projetos que eu acompanho, o Instagram é o canal principal do orgânico. Pra quem gosta de explicar com calma, o YouTube funciona muito bem. Pra quem escreve, blog e Google.

2. Poste conteúdo que ajuda, não só que vende

Conteúdo de valor é aquele que resolve uma dúvida real do seu público. Tutorial, erro comum, bastidor de como você faz. Se todo post é oferta, ninguém segue.

3. Tenha constância

O orgânico responde à frequência. Um post bom de vez em quando não constrói nada. Uma rotina que você consegue manter vale mais que uma semana empolgada e um mês parado.

4. Automatize a conversa

Quando o conteúdo começa a gerar comentário e mensagem, responder tudo na mão fica impossível. Eu uso automação no Instagram, como o ManyChat, pra quem comenta uma palavra receber o link ou a informação na hora. O seguidor não esfria esperando resposta. Eu falo de outras automações em 5 automações que todo gestor de tráfego deveria ter.

5. Use prova social

Feedback de quem comprou e gostou é o conteúdo que mais convence. Pede autorização, expõe no perfil e na página de vendas.

Como o tráfego pago ajuda o orgânico?

Aqui está a parte que pouca gente usa. Dá pra usar anúncio pra fortalecer o orgânico.

Eu separo uma parte do orçamento pra uma campanha de branding, que tem como objetivo visitas no perfil do Instagram. A ideia é o rosto do expert ser visto e lembrado, e trazer gente nova pro perfil. Normalmente eu coloco de 10% a 15% do orçamento nisso, independente do valor total. É um anúncio de CPM mais barato, ou seja, sai mais em conta mostrar pra mil pessoas. O resto vai pra campanha de vendas.

Funciona como um ciclo:

  1. O anúncio de branding leva gente pro perfil.
  2. O conteúdo orgânico segura essa pessoa e gera confiança.
  3. Quando ela vê o anúncio de venda, já conhece quem está vendendo.

Eu mostro essa divisão numa conta real em tráfego pago e métricas no low ticket, e a estrutura inteira, com orgânico, landing page e automação, em a estrutura completa do infoproduto.

Tráfego orgânico ou pago: por onde começar?

Depende do que você tem mais: tempo ou verba.

Se você tem pouca verba, o orgânico é o caminho pra começar a construir público. Só que ele demora. Se você precisa de venda logo e tem um caixa pequeno pra testar, o pago te dá resposta mais rápido, porque em poucos dias você vê se tem clique, se tem checkout e se tem venda.

O ideal é ter os dois. Tráfego pago somado com tráfego orgânico é o que dá a máxima potência pra um produto. Eu pratico dessa forma, tem gente que faz de outra. Mas eu nunca vi uma estrutura forte que dependia de um só.

E vale o mesmo cuidado nos dois: medir. No pago você mede custo por resultado. No orgânico você mede alcance, visita no perfil, mensagem e venda que veio do conteúdo. A gente não faz nada com achismo.

Perguntas frequentes

Tráfego orgânico é de graça?

Não tem custo de mídia, mas tem custo de tempo: gravar, editar, escrever e postar com frequência. Dá pra começar só com o celular e ferramentas gratuitas.

Quanto tempo o tráfego orgânico leva pra dar resultado?

É mais lento que o pago e depende da constância e da qualidade do conteúdo. Não existe prazo fixo. Quem posta com frequência e mede o que funciona evolui mais rápido.

Dá pra vender só com tráfego orgânico?

Dá, mas o volume costuma ser menor e mais irregular. Com o tráfego pago junto você ganha previsibilidade e escala. Um ajuda o outro.

Fechando

Tráfego orgânico constrói confiança. Tráfego pago acelera o alcance. Quando os dois trabalham juntos, a estrutura fica mais forte, fechou?

Quer aprender o método completo?

No Método SVA eu mostro como eu faço tráfego, automação e infoproduto do zero, do jeito que eu pratico no dia a dia.

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